sábado, 26 de junho de 2010

Vereador chamou os “colonos” de Vale do Sol de (...) Não, né?

Vereador chamou os “colonos” de Vale do Sol de (...) Não, né?

Sempre tive pena das pessoas que ganham a vida fazendo algo que não busque uma realização, no mínimo, produtiva. E produção aqui tem dois sentidos: o da agricultura familiar, que é composta por famílias ordeiras que nunca cansam de semear e semear, aconteça o que acontecer. Já o segundo sentido de produção diz respeito aos setores comercial, de serviços, industrial e setor público, formado pelos poderes Legislativo (vereadores) e Executivo (Prefeito e secretários).
Mas, um fator apresenta-se como fundamental na economia de Vale do Sol e diz respeito ao primeiro sentido citado neste texto: o da agricultura familiar, composta por famílias ordeiras que nunca cansam de semear e semear, aconteça o que acontecer. Os agricultores e seus filhos que formam o pujante Município de Vale do Sol estarão a postos, de sol a sol, para semear e colher o progresso, a cultura, a cidadania.
Infelizmente, tem gente que se acha importante na cidade para brincar com a vontade popular, vontade desses agricultores, e o que é pior, chegaram ao ponto cruel de subestimar a inteligência, cultura e herança de pai para filho, dos agricultores de Vale do Sol.
Não dá para acreditar, mas quem deveria estar pronto para criar leis, fiscalizar projetos, criar propostas de melhorias, apresentar idéias inovadoras e que tragam cada vez mais conforto para as pessoas que realmente fazem a história do Município, não. Simplesmente um vereador que se diz presidente do Partido que não convém citar o nome, mas ao dizer que é o partido do “Não”, não é preciso dizer mais nada. Pois foi na sessão de 14 de junho de 2010, que o Ilustríssimo Senhor Vereador Presidente do referido Partido, ousou utilizar o Nobre microfone do Poder Legislativo de Vale do Sol, em Sessão Ordinária, para dizer que os “colonos” não entenderam o que foi escrito através de artigos publicados na imprensa Regional pelo autor deste artigo que é lido neste momento, um ex morador de Vale do Sol, professor de ensino superior.
O que contam alguns dos presentes na Sessão é que o Nobre Vereador pegou o microfone e disse mais ou menos assim: “como presidente do partido (...) posso falar em nome do Partido.” E se manifestou dizendo que o autor dos artigos escritos durante o último turbulento processo Eleitoral iria começar a responder pelo que escreveu. (ou algo assim).
Nem é preciso dizer de quê o Vereador do “Não” chamou os agricultores de Vale do Sol, filhos, netos, bisnetos e por aí vai, dos primeiros habitantes desta colônia alemã. Resta nossa piedade por saber que um Vereador com tantas tarefas produtivas subestimou a inteligência e interpretação de leitura dos nossos sábios agricultores, que fizeram uma segunda eleição suplementar histórica e esmagadora ano passado, que elegeu o prefeito da nova era da política valessolense.
Ao agir, o Vereador, não somente ofendeu os agricultores, como também, no caso dos artigos publicados feriu a Constituição Federal, que fala sobre a Liberdade de Expressão. É preciso dar uma resposta maior ainda e são poucas as opções. É por isso que conclamo a todos e todas para respondermos com mais um voto de indignação e coragem.
Neste livreto estão todos os artigos que o Vereador do “Não” resolveu rebater na Sessão recente. Atrás encontra-se uma foto minha amigos que em muito ajudaram o Rio Grande do Sul a crescer e que sempre teremos apoio quando precisarmos, inclusive para Vale do Sol.
Por isso, ao sugerir que reflitam sobre os artigos, peço que escolham estes candidatos atrás discriminados nas próximas eleições Estadual e Federal. O meu muito obrigado a todos e todas.

Rodrigo Ribeiro
Professor de Ensino Superior
valessolense de coração

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O PRIMEIRO ARTIGO DESTE BLOG, QUE NÃO ESTÁ POSTADO Eleições de Vale do Sol 2008: o filme

Eleições de Vale do Sol 2008: o filme

O caso da recente cassação e conseqüente liminar ganha pelo prefeito eleito em Vale do Sol demonstra os objetivos da trama, que para quem está de fora até pode ser visto como tal, ou drama, ou fantasia cinematográfica. Pode-se chamar o nosso “filme” de “o pingue-pongue”. O tema é o poder, que aliado à ganância por ele, coloca como protagonista um eleitor. Lembremos que nos filmes os protagonistas são manipulados pela trama. E nem é preciso conhecer as circunstâncias para entender que o nosso protagonista é a bola. Mas quem começou “o jogo”?
Voltando ao mundo real, é preciso analisar que uma das mais importantes leis do capitalismo está impregnada no jovem processo democrático brasileiro: a da oferta e da procura (ou demanda). O problema relevante não está na procura, e sim na oferta. Por que cada vez mais gente, descaradamente, compra produtos piratas? Por que cada vez mais jovens caem no obscuro mundo das drogas? Porque a oferta criminosa e sedutora é cada vez maior. No caso dos votos, de quem será a oferta criminosa? Há tempos, uma pesquisa na revista Veja sobre a corrupção demonstrou que apenas 1/3 declarou-se contra a corrupção, ao passo que 1/3 acha a corrupção um fato normal na sociedade brasileira e o outro terço declarara-se indiferente à corrupção. O que impressiona é que apenas 1/3 é contra a corrupção, sobrando um potencial de venda de votos em nosso país de 2/3. Com tanta oferta, quem não será seduzido em comprar?
A questão maior está na imputabilidade da pena. Ora, se a Lei diz que o eleitor que vender o voto pode pegar de um a quatro anos de reclusão, mais multa criminal de 5 a 15 dias (artigo 299 do Código Eleitoral), por que são raríssimos os casos de ação contra vendedor de voto? Porque as denúncias não são feitas contra os vendedores. Quem já não ouviu esta frase: “esse ano é ano de eleição, vou encher o bolso!”. E com este pensamento saem a coagir os políticos, chegando a ter comportamento de parasitas, não restando muitas vezes outra saída aos políticos a não ser dar os 10 ou 20 “pilas” para se ver livre do chato, que pode ser chamado de “piolho eleitoral”, por sugar tantos políticos quanto conseguir. Não se pode também generalizar, porque o mercado foi condicionando os eleitores a esta prática. O direito do sufrágio foi obtido pelos brasileiros há poucas décadas, e o próprio povo acabou entregando esta conquista para o imperialismo econômico. E não venham dizer que o povo é iludido e enganado, porque com tanta propaganda do TSE na mídia inteira, quem vende o voto é criminoso, mas apenas os compradores pagam pelo crime. Os motivos da ineficácia do artigo 299 da Lei Eleitoral? As denúncias são feitas pelos adversários, visando destruir o concorrente, poupando os eleitores, cruéis vendedores, que ilesos, cometem os crimes cada vez em maior escala.
A cultura está longe de ser transformada e engana-se quem pensa que o paradigma está na compra de votos, porque, como vimos no início, a lei da oferta está embasada na própria oferta. Qualquer desembargador, juiz ou promotor que analisar a questão eleitoral em Vale do Sol, deverá primeiro fazer um mergulho na história do município, muito mais adolescente que a democracia brasileira. Ela demonstra claramente duas coisas: a primeira é que um grupo lutou pela emancipação do município e outro não. A segunda, é que o poder no município sempre foi alternado e não foram alguns favores de compadre que fizeram a diferença no resultado das eleições, mas sim a avaliação sobre o mandato anterior. O inusitado é que a eleição de Vale do Sol sempre foi decidida nas urnas e não no “tapetão”, mas, como em todo filme sempre os vilões se dão mal, nesta analogia o resultado não deverá ser diferente.
Rodrigo Ribeiro
Pedagogo – Porto Alegre – RS
(ex- morador de Vale do Sol)

quinta-feira, 25 de março de 2010

GAZETA DO SUL, 23 DE MARÇO, PÁGINA 10



ACESSE A REPORTAGEM NA ÍNTEGRA EM http://www.gazetadosul.com.br/arquivos/pdf/235759.pdf