Vereador chamou os “colonos” de Vale do Sol de (...) Não, né?
Sempre tive pena das pessoas que ganham a vida fazendo algo que não busque uma realização, no mínimo, produtiva. E produção aqui tem dois sentidos: o da agricultura familiar, que é composta por famílias ordeiras que nunca cansam de semear e semear, aconteça o que acontecer. Já o segundo sentido de produção diz respeito aos setores comercial, de serviços, industrial e setor público, formado pelos poderes Legislativo (vereadores) e Executivo (Prefeito e secretários).
Mas, um fator apresenta-se como fundamental na economia de Vale do Sol e diz respeito ao primeiro sentido citado neste texto: o da agricultura familiar, composta por famílias ordeiras que nunca cansam de semear e semear, aconteça o que acontecer. Os agricultores e seus filhos que formam o pujante Município de Vale do Sol estarão a postos, de sol a sol, para semear e colher o progresso, a cultura, a cidadania.
Infelizmente, tem gente que se acha importante na cidade para brincar com a vontade popular, vontade desses agricultores, e o que é pior, chegaram ao ponto cruel de subestimar a inteligência, cultura e herança de pai para filho, dos agricultores de Vale do Sol.
Não dá para acreditar, mas quem deveria estar pronto para criar leis, fiscalizar projetos, criar propostas de melhorias, apresentar idéias inovadoras e que tragam cada vez mais conforto para as pessoas que realmente fazem a história do Município, não. Simplesmente um vereador que se diz presidente do Partido que não convém citar o nome, mas ao dizer que é o partido do “Não”, não é preciso dizer mais nada. Pois foi na sessão de 14 de junho de 2010, que o Ilustríssimo Senhor Vereador Presidente do referido Partido, ousou utilizar o Nobre microfone do Poder Legislativo de Vale do Sol, em Sessão Ordinária, para dizer que os “colonos” não entenderam o que foi escrito através de artigos publicados na imprensa Regional pelo autor deste artigo que é lido neste momento, um ex morador de Vale do Sol, professor de ensino superior.
O que contam alguns dos presentes na Sessão é que o Nobre Vereador pegou o microfone e disse mais ou menos assim: “como presidente do partido (...) posso falar em nome do Partido.” E se manifestou dizendo que o autor dos artigos escritos durante o último turbulento processo Eleitoral iria começar a responder pelo que escreveu. (ou algo assim).
Nem é preciso dizer de quê o Vereador do “Não” chamou os agricultores de Vale do Sol, filhos, netos, bisnetos e por aí vai, dos primeiros habitantes desta colônia alemã. Resta nossa piedade por saber que um Vereador com tantas tarefas produtivas subestimou a inteligência e interpretação de leitura dos nossos sábios agricultores, que fizeram uma segunda eleição suplementar histórica e esmagadora ano passado, que elegeu o prefeito da nova era da política valessolense.
Ao agir, o Vereador, não somente ofendeu os agricultores, como também, no caso dos artigos publicados feriu a Constituição Federal, que fala sobre a Liberdade de Expressão. É preciso dar uma resposta maior ainda e são poucas as opções. É por isso que conclamo a todos e todas para respondermos com mais um voto de indignação e coragem.
Neste livreto estão todos os artigos que o Vereador do “Não” resolveu rebater na Sessão recente. Atrás encontra-se uma foto minha amigos que em muito ajudaram o Rio Grande do Sul a crescer e que sempre teremos apoio quando precisarmos, inclusive para Vale do Sol.
Por isso, ao sugerir que reflitam sobre os artigos, peço que escolham estes candidatos atrás discriminados nas próximas eleições Estadual e Federal. O meu muito obrigado a todos e todas.
Rodrigo Ribeiro
Professor de Ensino Superior
valessolense de coração
sábado, 26 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
O PRIMEIRO ARTIGO DESTE BLOG, QUE NÃO ESTÁ POSTADO Eleições de Vale do Sol 2008: o filme
Eleições de Vale do Sol 2008: o filme
O caso da recente cassação e conseqüente liminar ganha pelo prefeito eleito em Vale do Sol demonstra os objetivos da trama, que para quem está de fora até pode ser visto como tal, ou drama, ou fantasia cinematográfica. Pode-se chamar o nosso “filme” de “o pingue-pongue”. O tema é o poder, que aliado à ganância por ele, coloca como protagonista um eleitor. Lembremos que nos filmes os protagonistas são manipulados pela trama. E nem é preciso conhecer as circunstâncias para entender que o nosso protagonista é a bola. Mas quem começou “o jogo”?
Voltando ao mundo real, é preciso analisar que uma das mais importantes leis do capitalismo está impregnada no jovem processo democrático brasileiro: a da oferta e da procura (ou demanda). O problema relevante não está na procura, e sim na oferta. Por que cada vez mais gente, descaradamente, compra produtos piratas? Por que cada vez mais jovens caem no obscuro mundo das drogas? Porque a oferta criminosa e sedutora é cada vez maior. No caso dos votos, de quem será a oferta criminosa? Há tempos, uma pesquisa na revista Veja sobre a corrupção demonstrou que apenas 1/3 declarou-se contra a corrupção, ao passo que 1/3 acha a corrupção um fato normal na sociedade brasileira e o outro terço declarara-se indiferente à corrupção. O que impressiona é que apenas 1/3 é contra a corrupção, sobrando um potencial de venda de votos em nosso país de 2/3. Com tanta oferta, quem não será seduzido em comprar?
A questão maior está na imputabilidade da pena. Ora, se a Lei diz que o eleitor que vender o voto pode pegar de um a quatro anos de reclusão, mais multa criminal de 5 a 15 dias (artigo 299 do Código Eleitoral), por que são raríssimos os casos de ação contra vendedor de voto? Porque as denúncias não são feitas contra os vendedores. Quem já não ouviu esta frase: “esse ano é ano de eleição, vou encher o bolso!”. E com este pensamento saem a coagir os políticos, chegando a ter comportamento de parasitas, não restando muitas vezes outra saída aos políticos a não ser dar os 10 ou 20 “pilas” para se ver livre do chato, que pode ser chamado de “piolho eleitoral”, por sugar tantos políticos quanto conseguir. Não se pode também generalizar, porque o mercado foi condicionando os eleitores a esta prática. O direito do sufrágio foi obtido pelos brasileiros há poucas décadas, e o próprio povo acabou entregando esta conquista para o imperialismo econômico. E não venham dizer que o povo é iludido e enganado, porque com tanta propaganda do TSE na mídia inteira, quem vende o voto é criminoso, mas apenas os compradores pagam pelo crime. Os motivos da ineficácia do artigo 299 da Lei Eleitoral? As denúncias são feitas pelos adversários, visando destruir o concorrente, poupando os eleitores, cruéis vendedores, que ilesos, cometem os crimes cada vez em maior escala.
A cultura está longe de ser transformada e engana-se quem pensa que o paradigma está na compra de votos, porque, como vimos no início, a lei da oferta está embasada na própria oferta. Qualquer desembargador, juiz ou promotor que analisar a questão eleitoral em Vale do Sol, deverá primeiro fazer um mergulho na história do município, muito mais adolescente que a democracia brasileira. Ela demonstra claramente duas coisas: a primeira é que um grupo lutou pela emancipação do município e outro não. A segunda, é que o poder no município sempre foi alternado e não foram alguns favores de compadre que fizeram a diferença no resultado das eleições, mas sim a avaliação sobre o mandato anterior. O inusitado é que a eleição de Vale do Sol sempre foi decidida nas urnas e não no “tapetão”, mas, como em todo filme sempre os vilões se dão mal, nesta analogia o resultado não deverá ser diferente.
Rodrigo Ribeiro
Pedagogo – Porto Alegre – RS
(ex- morador de Vale do Sol)
O caso da recente cassação e conseqüente liminar ganha pelo prefeito eleito em Vale do Sol demonstra os objetivos da trama, que para quem está de fora até pode ser visto como tal, ou drama, ou fantasia cinematográfica. Pode-se chamar o nosso “filme” de “o pingue-pongue”. O tema é o poder, que aliado à ganância por ele, coloca como protagonista um eleitor. Lembremos que nos filmes os protagonistas são manipulados pela trama. E nem é preciso conhecer as circunstâncias para entender que o nosso protagonista é a bola. Mas quem começou “o jogo”?
Voltando ao mundo real, é preciso analisar que uma das mais importantes leis do capitalismo está impregnada no jovem processo democrático brasileiro: a da oferta e da procura (ou demanda). O problema relevante não está na procura, e sim na oferta. Por que cada vez mais gente, descaradamente, compra produtos piratas? Por que cada vez mais jovens caem no obscuro mundo das drogas? Porque a oferta criminosa e sedutora é cada vez maior. No caso dos votos, de quem será a oferta criminosa? Há tempos, uma pesquisa na revista Veja sobre a corrupção demonstrou que apenas 1/3 declarou-se contra a corrupção, ao passo que 1/3 acha a corrupção um fato normal na sociedade brasileira e o outro terço declarara-se indiferente à corrupção. O que impressiona é que apenas 1/3 é contra a corrupção, sobrando um potencial de venda de votos em nosso país de 2/3. Com tanta oferta, quem não será seduzido em comprar?
A questão maior está na imputabilidade da pena. Ora, se a Lei diz que o eleitor que vender o voto pode pegar de um a quatro anos de reclusão, mais multa criminal de 5 a 15 dias (artigo 299 do Código Eleitoral), por que são raríssimos os casos de ação contra vendedor de voto? Porque as denúncias não são feitas contra os vendedores. Quem já não ouviu esta frase: “esse ano é ano de eleição, vou encher o bolso!”. E com este pensamento saem a coagir os políticos, chegando a ter comportamento de parasitas, não restando muitas vezes outra saída aos políticos a não ser dar os 10 ou 20 “pilas” para se ver livre do chato, que pode ser chamado de “piolho eleitoral”, por sugar tantos políticos quanto conseguir. Não se pode também generalizar, porque o mercado foi condicionando os eleitores a esta prática. O direito do sufrágio foi obtido pelos brasileiros há poucas décadas, e o próprio povo acabou entregando esta conquista para o imperialismo econômico. E não venham dizer que o povo é iludido e enganado, porque com tanta propaganda do TSE na mídia inteira, quem vende o voto é criminoso, mas apenas os compradores pagam pelo crime. Os motivos da ineficácia do artigo 299 da Lei Eleitoral? As denúncias são feitas pelos adversários, visando destruir o concorrente, poupando os eleitores, cruéis vendedores, que ilesos, cometem os crimes cada vez em maior escala.
A cultura está longe de ser transformada e engana-se quem pensa que o paradigma está na compra de votos, porque, como vimos no início, a lei da oferta está embasada na própria oferta. Qualquer desembargador, juiz ou promotor que analisar a questão eleitoral em Vale do Sol, deverá primeiro fazer um mergulho na história do município, muito mais adolescente que a democracia brasileira. Ela demonstra claramente duas coisas: a primeira é que um grupo lutou pela emancipação do município e outro não. A segunda, é que o poder no município sempre foi alternado e não foram alguns favores de compadre que fizeram a diferença no resultado das eleições, mas sim a avaliação sobre o mandato anterior. O inusitado é que a eleição de Vale do Sol sempre foi decidida nas urnas e não no “tapetão”, mas, como em todo filme sempre os vilões se dão mal, nesta analogia o resultado não deverá ser diferente.
Rodrigo Ribeiro
Pedagogo – Porto Alegre – RS
(ex- morador de Vale do Sol)
quinta-feira, 25 de março de 2010
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Vale do Sol: do duelo, nasce novo “titã”
Rodrigo Ribeiro*
A democracia tem lá suas faces. Talvez por isso mesmo ela esteja presente na relação entre força e poder. Poder? O que é isto? Por que ele mexe tanto com as pessoas? E força? Neste emaranhado todo, quem tem força? Ao ter poder, se tem força e ao ter força, se tem poder.
O poder está ali, mas a diferença crucial se encontra nos motivos da busca por ele. Um exemplo fácil da relação entre força e poder, é o filme “Vida de Inseto”, que mostra como as formigas fizeram para vencer a batalha contra os gafanhotos que as faziam armazenar comida para o inverno. Eis a relação: a força que obtém o poder, se praticada na individualidade, no fato de ser maior, como os gafanhotos, ter garras, pés para pisar e asas fortes, se esvai, míngua, mirra. Quando todas as formigas se juntaram, mostrando sua força, os gafanhotos debandaram.
Entre força e poder, há bem pouco tempo no Brasil e cada vez mais, está a democracia, pronta, perfeita para a vida das pessoas. A justiça, o ideal, é cega e suas mãos só tocam o fato isolado, mas a democracia não, porque faz parte da vida cotidiana.
Semana passada a imprensa regional repercutiu o artigo “duelo de titãs”, que foi escrito acreditando na homologação da candidatura de Nelson Michel para prefeito de Vale do Sol, com sua vice Maristela Rohlfes. Contudo, a mudança repentina dos nomes surpreendeu a todos. Acreditava-se de verdade que os argumentos do advogado Luis Fernando Iser divulgados na imprensa condiziam com os ideais de justiça.
Em “Alice no país das maravilhas”, a protagonista pergunta ao coelho, “qual caminho seguir?” Eram vários. O coelho apenas responde: - se você souber onde quer chegar, não importa o caminho, você chegará, desde que caminhe bastante e saiba mesmo onde quer chegar.
No “duelo de titãs” em Vale do Sol, a caminhada vem sendo longa, mas... surge no horizonte uma verdade. O amor e o ódio se tocam. E não é que de tanto conflito dramático, nasce um “titãzinho”!!! Sua gestação foi turbulenta, mas sem ninguém perceber ele veio vindo. Talvez o pai, “titãzão”, lá dentro do coração, na companhia de sua companheira para todas as horas, sabia. “Titãzão” nem se importou que foi pré-maturo, afinal, era para ser 2012 o nascimento. O pai queria mesmo honrar o confirmado valor de “pai” e garantir uma gestação segura.
Mas não é que teve “titã” brincando com fogo? É sabido de todos que quando esquenta, a cabeça não pensa, e depois de uma gestação turbulenta nasce o novo “titã” de Vale do Sol, não é lindo! E para brindar seu nascimento, nada menos que Raul Seixas, o “Raulzito” em, “Por quem os sinos dobram”: “Nunca se vence uma guerra lutando sozinho. “Cê” sabe que a gente precisa entrar em contato. Com toda essa força contida que vive guardada. O eco de suas palavras não repercute em nada. É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro. Evita o aperto de mão de um possível aliado. Convence as paredes do quarto e dorme tranqüilo, sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo. Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz. Coragem, coragem eu sei que você pode mais.”
*Professor Universitário - POA
rodrigo_cultura@yahoo.com.br
A democracia tem lá suas faces. Talvez por isso mesmo ela esteja presente na relação entre força e poder. Poder? O que é isto? Por que ele mexe tanto com as pessoas? E força? Neste emaranhado todo, quem tem força? Ao ter poder, se tem força e ao ter força, se tem poder.
O poder está ali, mas a diferença crucial se encontra nos motivos da busca por ele. Um exemplo fácil da relação entre força e poder, é o filme “Vida de Inseto”, que mostra como as formigas fizeram para vencer a batalha contra os gafanhotos que as faziam armazenar comida para o inverno. Eis a relação: a força que obtém o poder, se praticada na individualidade, no fato de ser maior, como os gafanhotos, ter garras, pés para pisar e asas fortes, se esvai, míngua, mirra. Quando todas as formigas se juntaram, mostrando sua força, os gafanhotos debandaram.
Entre força e poder, há bem pouco tempo no Brasil e cada vez mais, está a democracia, pronta, perfeita para a vida das pessoas. A justiça, o ideal, é cega e suas mãos só tocam o fato isolado, mas a democracia não, porque faz parte da vida cotidiana.
Semana passada a imprensa regional repercutiu o artigo “duelo de titãs”, que foi escrito acreditando na homologação da candidatura de Nelson Michel para prefeito de Vale do Sol, com sua vice Maristela Rohlfes. Contudo, a mudança repentina dos nomes surpreendeu a todos. Acreditava-se de verdade que os argumentos do advogado Luis Fernando Iser divulgados na imprensa condiziam com os ideais de justiça.
Em “Alice no país das maravilhas”, a protagonista pergunta ao coelho, “qual caminho seguir?” Eram vários. O coelho apenas responde: - se você souber onde quer chegar, não importa o caminho, você chegará, desde que caminhe bastante e saiba mesmo onde quer chegar.
No “duelo de titãs” em Vale do Sol, a caminhada vem sendo longa, mas... surge no horizonte uma verdade. O amor e o ódio se tocam. E não é que de tanto conflito dramático, nasce um “titãzinho”!!! Sua gestação foi turbulenta, mas sem ninguém perceber ele veio vindo. Talvez o pai, “titãzão”, lá dentro do coração, na companhia de sua companheira para todas as horas, sabia. “Titãzão” nem se importou que foi pré-maturo, afinal, era para ser 2012 o nascimento. O pai queria mesmo honrar o confirmado valor de “pai” e garantir uma gestação segura.
Mas não é que teve “titã” brincando com fogo? É sabido de todos que quando esquenta, a cabeça não pensa, e depois de uma gestação turbulenta nasce o novo “titã” de Vale do Sol, não é lindo! E para brindar seu nascimento, nada menos que Raul Seixas, o “Raulzito” em, “Por quem os sinos dobram”: “Nunca se vence uma guerra lutando sozinho. “Cê” sabe que a gente precisa entrar em contato. Com toda essa força contida que vive guardada. O eco de suas palavras não repercute em nada. É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro. Evita o aperto de mão de um possível aliado. Convence as paredes do quarto e dorme tranqüilo, sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo. Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz. Coragem, coragem eu sei que você pode mais.”
*Professor Universitário - POA
rodrigo_cultura@yahoo.com.br
Vale do Sol e o “duelo de titãs” eleitoral
Vale do Sol e o “duelo de titãs” eleitoral
Rodrigo Ribeiro*
Alguém duvida? Este é o cenário atual. Cidade badalada por duas lideranças, eleitas democraticamente no decorrer da história de Vale do Sol, duas pessoas que movimentaram o inimaginável para seguir o árduo caminho da política. Todos sabem o que é política, não sabem? No sentido lógico e figurativo.
Vale do Sol não seria o que é não fosse estas duas pessoas nas quais se divide a fé deste povo trabalhador, para com o crescimento de sua cidade.
Atípica? Fora de época esta eleição de inverno? Ela simplesmente representa até onde vão as forças dessas duas lideranças. Aconteça o que acontecer, sabe-se que este Município será conduzido por pessoas que possuem a experiência de governá-lo, cujo povo também possui a experiência de seu governo
E daí que representam forças opostas? E daí que uns tem apoio de mais santacruzenses enquanto outros com mais parentes na cidade? A Lei fala mais alto e temos que cumprir seus ecos. E o que dizem os ecos? Simplesmente que a eleição significa de fato o restabelecimento da dilacerada soberania popular. E sabem quem manda agora? Somos nós, eleitores brasileiros. Vale do Sol representa a angústia do eleitor que teve seu voto ferido. Todos os votos de Vale do Sol foram cassados.
Ninguém vota obrigado, somos pessoas adultas. Se, cassar um prefeito é uma mensagem pedagógica para os políticos que esparramam dinheiro pelo país, fica uma mensagem para Vale do Sol que serve de exemplo a toda cidade que semeia sua cidadania: o voto fiel, real, honesto, não importa quantas vezes seja repetido, ele sempre chegará a uma ordem final. As barbáries eleitorais por aí afora chegam a acúmulos fora de compreensão e ninguém tem a chance que vocês estão tendo de debater as circunstâncias, comparar a história de vida dos candidatos, capacidade administrativa e de integração com o povo.
Willian Shakespeare, em seu clássico Romeu e Julieta, diz que “só ri das cicatrizes quem nunca sentiu a dor de uma ferida”.
Pois cada um que votou na última eleição em Vale do Sol, ou seus parentes que se espraiaram Rio Grande afora, que sabem onde esta cidade promissora pode chegar com a participação de todos que tem raízes por lá, que participe do debate, da comparação dos modelos, ajude a construir a democracia em Vale do Sol, exemplo para toda nossa Nação.
Enfim, esta também poderá ser uma medida pedagógica de todos os eleitores, estamos contando com 100% dos que podiam votar em 2008. O susto poderá vir para ambos os lados. No final, lógico, viva a democracia, a vontade popular, e isto acalenta a todos, dentro e fora de Vale do Sol!
E como o “duelo” é de “titãs”, o eleitor saberá mostrar nas urnas sua preferência de modelo de “titã” que quer para governar seu futuro próximo, sabendo que a pessoa que não for eleita, não ficará triste, porque ainda terá sua força em prol da cidade, por também ser “titã”.
*professor universitário
Porto Alegre – RS
rodrigo_cultura@yahoo.com.br
Rodrigo Ribeiro*
Alguém duvida? Este é o cenário atual. Cidade badalada por duas lideranças, eleitas democraticamente no decorrer da história de Vale do Sol, duas pessoas que movimentaram o inimaginável para seguir o árduo caminho da política. Todos sabem o que é política, não sabem? No sentido lógico e figurativo.
Vale do Sol não seria o que é não fosse estas duas pessoas nas quais se divide a fé deste povo trabalhador, para com o crescimento de sua cidade.
Atípica? Fora de época esta eleição de inverno? Ela simplesmente representa até onde vão as forças dessas duas lideranças. Aconteça o que acontecer, sabe-se que este Município será conduzido por pessoas que possuem a experiência de governá-lo, cujo povo também possui a experiência de seu governo
E daí que representam forças opostas? E daí que uns tem apoio de mais santacruzenses enquanto outros com mais parentes na cidade? A Lei fala mais alto e temos que cumprir seus ecos. E o que dizem os ecos? Simplesmente que a eleição significa de fato o restabelecimento da dilacerada soberania popular. E sabem quem manda agora? Somos nós, eleitores brasileiros. Vale do Sol representa a angústia do eleitor que teve seu voto ferido. Todos os votos de Vale do Sol foram cassados.
Ninguém vota obrigado, somos pessoas adultas. Se, cassar um prefeito é uma mensagem pedagógica para os políticos que esparramam dinheiro pelo país, fica uma mensagem para Vale do Sol que serve de exemplo a toda cidade que semeia sua cidadania: o voto fiel, real, honesto, não importa quantas vezes seja repetido, ele sempre chegará a uma ordem final. As barbáries eleitorais por aí afora chegam a acúmulos fora de compreensão e ninguém tem a chance que vocês estão tendo de debater as circunstâncias, comparar a história de vida dos candidatos, capacidade administrativa e de integração com o povo.
Willian Shakespeare, em seu clássico Romeu e Julieta, diz que “só ri das cicatrizes quem nunca sentiu a dor de uma ferida”.
Pois cada um que votou na última eleição em Vale do Sol, ou seus parentes que se espraiaram Rio Grande afora, que sabem onde esta cidade promissora pode chegar com a participação de todos que tem raízes por lá, que participe do debate, da comparação dos modelos, ajude a construir a democracia em Vale do Sol, exemplo para toda nossa Nação.
Enfim, esta também poderá ser uma medida pedagógica de todos os eleitores, estamos contando com 100% dos que podiam votar em 2008. O susto poderá vir para ambos os lados. No final, lógico, viva a democracia, a vontade popular, e isto acalenta a todos, dentro e fora de Vale do Sol!
E como o “duelo” é de “titãs”, o eleitor saberá mostrar nas urnas sua preferência de modelo de “titã” que quer para governar seu futuro próximo, sabendo que a pessoa que não for eleita, não ficará triste, porque ainda terá sua força em prol da cidade, por também ser “titã”.
*professor universitário
Porto Alegre – RS
rodrigo_cultura@yahoo.com.br
Vale do Sol e sua dilacerada soberania popular: nova eleição, “filme” ou “novela”?
Vale do Sol e sua dilacerada soberania popular:
nova eleição, “filme” ou “novela”?
Rodrigo Ribeiro*
rodrigo_cultura@yahoo.com.br
Acompanhar ao vivo o julgamento do Recurso impetrado pela coligação encabeçada por Nelson Michel, na última terça-feira em Porto Alegre, em que foi confirmada a Cassação de sua candidatura, trouxe-me a impressão de que a democracia e a justiça foram reféns de uma fita mal gravada.
Não se discutiu a verdade sobre a venda do voto – o que, cá entre nós, quem é de Vale do Sol sabe bem como foi - apenas deu-se todo o crédito a uma fita e uma entrevista em rádio local e pronto: tem-se a soberania popular dilacerada. Não houve como contrariar ou condenar os desembargadores do TRE, porque eis as ciências jurídicas a serviço da humanidade: a fita é uma prova fática confirmada pela entrevista, em rádio, de um dos interlocutores. O resto não se discutiu e foi feliz a “produtora” da prova.
Recursos à parte – o processo ainda deve andar –, mas sabemos o que não está nos Autos, o que jamais os juízes saberão. Estou falando dos motivos que levaram aquelas 2 ou 3 pessoas a protagonizar toda a cena. Se, por um lado, houve a entrega de dinheiro a um eleitor, por outro, houve o pedido de dinheiro desse eleitor e o que é pior, vários eleitores pediram dinheiro para vários políticos e em várias cidades. Isso não teria sido prova cabal no processo, conforme afirmação até de uma juíza do TRE, mas... a tal fita e a tal entrevista na rádio, estas sim, foram determinantes.
Já se comentou em outra oportunidade que os julgadores dessa questão deveriam passar uma boa temporada em Vale do Sol para entender o que realmente aconteceu, mas, como isso é impossível, resta ao povo valessolense o orgulho ferido: é o mínimo sentimento que deve estar brotando da alma de cada um dos mais de 50% de eleitores que votaram ano passado, pensando ter escolhido seu prefeito. Se fosse apenas o orgulho, tudo bem, pois é comum vermos a dignidade popular sendo pisada, mas estamos falando de gente humilde, que passa a vida trabalhando arduamente e que, por algum motivo, depositou no voto em 5 de outubro toda sua fé em dias melhores. Fé esta que foi simplesmente jogada aos porcos. Não obstante tudo não ter passado de uma verdadeira encenação, alguém pensou nos recursos públicos gastos para organizar uma eleição? Nos incômodos gerados pelas brigas políticas? Naqueles que nada importa o resultado da eleição, pois ao amanhecer de cada novo dia, não têm nada a fazer a não ser trabalhar?
Como águas passadas não movem moinhos, Vale do Sol entra novamente em clima eleitoral. Mas o que não sabem as pessoas que armaram toda essa “novela”, gerando a cassação de um prefeito eleito com mais de 50% dos votos – ou fingem não saber, é que esses votos significam que mais de 50% dos eleitores de Vale do Sol estão enfurecidos, com sua dignidade democrática abalada, sentindo-se enganados pelo que se acreditou ser o exercício da democracia. Não imaginam que agora estes eleitores poderão multiplicar sua ira fazendo a verdade prevalecer? Já que queriam um julgamento, o povo de Vale do Sol será o mais coerente juiz. Esta é uma verdade real e consciente, de que o povo não é ignorante a isso tudo e que na hora certa, nas urnas, dirá em alto e bom tom o que pensou dessa armação toda.
A quem gosta de novelas, é bom lembrar de “A favorita”, em que a personagem “Flora” parecia sempre ganhar, mas alguém lembra qual foi seu fim fictício? Acabou menosprezada e até humilhada por todos que envolveu em suas farsas.
Que fique a mensagem, nada a ver com o contexto do artigo ora escrito, mas que em suas entrelinhas, a um bom entendedor, tudo diz.
* Pedagogo, professor de teatro,
especializando em docência do ensino superior
Porto Alegre – RS
filho e irmão de eleitores de Vale do Sol
nova eleição, “filme” ou “novela”?
Rodrigo Ribeiro*
rodrigo_cultura@yahoo.com.br
Acompanhar ao vivo o julgamento do Recurso impetrado pela coligação encabeçada por Nelson Michel, na última terça-feira em Porto Alegre, em que foi confirmada a Cassação de sua candidatura, trouxe-me a impressão de que a democracia e a justiça foram reféns de uma fita mal gravada.
Não se discutiu a verdade sobre a venda do voto – o que, cá entre nós, quem é de Vale do Sol sabe bem como foi - apenas deu-se todo o crédito a uma fita e uma entrevista em rádio local e pronto: tem-se a soberania popular dilacerada. Não houve como contrariar ou condenar os desembargadores do TRE, porque eis as ciências jurídicas a serviço da humanidade: a fita é uma prova fática confirmada pela entrevista, em rádio, de um dos interlocutores. O resto não se discutiu e foi feliz a “produtora” da prova.
Recursos à parte – o processo ainda deve andar –, mas sabemos o que não está nos Autos, o que jamais os juízes saberão. Estou falando dos motivos que levaram aquelas 2 ou 3 pessoas a protagonizar toda a cena. Se, por um lado, houve a entrega de dinheiro a um eleitor, por outro, houve o pedido de dinheiro desse eleitor e o que é pior, vários eleitores pediram dinheiro para vários políticos e em várias cidades. Isso não teria sido prova cabal no processo, conforme afirmação até de uma juíza do TRE, mas... a tal fita e a tal entrevista na rádio, estas sim, foram determinantes.
Já se comentou em outra oportunidade que os julgadores dessa questão deveriam passar uma boa temporada em Vale do Sol para entender o que realmente aconteceu, mas, como isso é impossível, resta ao povo valessolense o orgulho ferido: é o mínimo sentimento que deve estar brotando da alma de cada um dos mais de 50% de eleitores que votaram ano passado, pensando ter escolhido seu prefeito. Se fosse apenas o orgulho, tudo bem, pois é comum vermos a dignidade popular sendo pisada, mas estamos falando de gente humilde, que passa a vida trabalhando arduamente e que, por algum motivo, depositou no voto em 5 de outubro toda sua fé em dias melhores. Fé esta que foi simplesmente jogada aos porcos. Não obstante tudo não ter passado de uma verdadeira encenação, alguém pensou nos recursos públicos gastos para organizar uma eleição? Nos incômodos gerados pelas brigas políticas? Naqueles que nada importa o resultado da eleição, pois ao amanhecer de cada novo dia, não têm nada a fazer a não ser trabalhar?
Como águas passadas não movem moinhos, Vale do Sol entra novamente em clima eleitoral. Mas o que não sabem as pessoas que armaram toda essa “novela”, gerando a cassação de um prefeito eleito com mais de 50% dos votos – ou fingem não saber, é que esses votos significam que mais de 50% dos eleitores de Vale do Sol estão enfurecidos, com sua dignidade democrática abalada, sentindo-se enganados pelo que se acreditou ser o exercício da democracia. Não imaginam que agora estes eleitores poderão multiplicar sua ira fazendo a verdade prevalecer? Já que queriam um julgamento, o povo de Vale do Sol será o mais coerente juiz. Esta é uma verdade real e consciente, de que o povo não é ignorante a isso tudo e que na hora certa, nas urnas, dirá em alto e bom tom o que pensou dessa armação toda.
A quem gosta de novelas, é bom lembrar de “A favorita”, em que a personagem “Flora” parecia sempre ganhar, mas alguém lembra qual foi seu fim fictício? Acabou menosprezada e até humilhada por todos que envolveu em suas farsas.
Que fique a mensagem, nada a ver com o contexto do artigo ora escrito, mas que em suas entrelinhas, a um bom entendedor, tudo diz.
* Pedagogo, professor de teatro,
especializando em docência do ensino superior
Porto Alegre – RS
filho e irmão de eleitores de Vale do Sol
O que teve a ver a “festa do milho e feijão”, em Vale do Sol, com o “glamour do pé-maroom”?
O que teve a ver a “festa do milho e feijão”, em Vale do Sol, com o “glamour do pé-maroom”?
Rodrigo Ribeiro*
Depois de passar uma década percorrendo cidades do sul do Brasil, pode-se traçar um perfil da movimentação cultural da Região: colonizada pelas mais variadas etnias e culturas, há um folclore em comum, que é o de festejar. E organizam, esperam ansiosos, comungam da mesma verdade comunitária, todos juntos vivenciam com orgulho os motivos do festejo. Isso não muda, apenas se transforma, o que demonstra a perpetuação da cultura de um povo.
Outra questão que costuma ampliar a paisagem dos festejos é o fator meio ambiente, com seus espaços geográficos e condições climáticas variadas nesta Região brasileira. Não é à toa que o povo do Paraná é denominado de “pé-vermelho”. Basta ir a um festejo lá para entender que, com chuva ou sol, o chique está em chegar em casa com os pés cheios de terra vermelha. Tanto que a cidade paranaense de Palmas, com mais de 130 anos, tem um mega evento cultural, com altíssimas premiações para os participantes, denominado de “Festival Pé Vermelho”.
Foi na possibilidade de conferir de perto a Festa do Milho e do Feijão, no último final de semana, em Vale do Sol – RS, que surgiu a inspiração em comentar a respeito. A priori é preciso parabenizar totalmente a iniciativa, tanto da empresa Souza Cruz por realizar um sorteio entre os municípios daquela Região gaúcha para brindar com a concretização do evento, totalmente aberto para a mostra de valores culturais e folclóricos, quanto do prefeito de Vale do Sol, Nelson Michel, pela obstinação em inserir o nome de seu Município no sorteio. Eis que a chuva cheia de esperanças à agricultura, trouxe-me a lembrança de uma festa similar, ocorrida em Braço do Trombudo – SC. Qualquer semelhança com o nome da cidade seria mera coincidência, não fosse sua população ser de cerca de 12 mil habitantes, colonizada basicamente por descendentes de alemães, com a mesma estradinha cheia de curvas brindada pela bela paisagem camponesa valessolense.
Era noite fria - 2008, um chuvisco gelado e a personagem protagonista representaria uma profissional de saúde pública, com os calçados preferencialmente brancos. 10 minutos antes de entrarmos em cena, com o gramado lotado de amigos, conhecidos e desconhecidos e então convoca-se os atores para a concentração final, ela aparece sorridente, cabelos desajeitados e cheios de sereno, o jaleco encharcado e os tênis brancos... completamente marrons. O impulso desesperado de educador foi maior:
- Não, e olha, como tu vai entrá em cena com esse barro nos tênis?
Aluno sempre tem desculpa para tudo, mas a atriz na hora convenceu.
- Calma, psor, sempre chove em dia de festa, se não chover, não tem festa. Senta ali e curte o glamour do pé maroom!
- Pé marrom?
- É psoor, pé maroom. Quem não tem o pé maroom em dia de festa, não tá na festa! Daí ta por foora! Tem que ter o pé maroom!
* Pedagogo, professor de teatro,
especializando em docência do ensino superior
Porto Alegre – RS
rodrigo_cultura@yahoo.com.br
Rodrigo Ribeiro*
Depois de passar uma década percorrendo cidades do sul do Brasil, pode-se traçar um perfil da movimentação cultural da Região: colonizada pelas mais variadas etnias e culturas, há um folclore em comum, que é o de festejar. E organizam, esperam ansiosos, comungam da mesma verdade comunitária, todos juntos vivenciam com orgulho os motivos do festejo. Isso não muda, apenas se transforma, o que demonstra a perpetuação da cultura de um povo.
Outra questão que costuma ampliar a paisagem dos festejos é o fator meio ambiente, com seus espaços geográficos e condições climáticas variadas nesta Região brasileira. Não é à toa que o povo do Paraná é denominado de “pé-vermelho”. Basta ir a um festejo lá para entender que, com chuva ou sol, o chique está em chegar em casa com os pés cheios de terra vermelha. Tanto que a cidade paranaense de Palmas, com mais de 130 anos, tem um mega evento cultural, com altíssimas premiações para os participantes, denominado de “Festival Pé Vermelho”.
Foi na possibilidade de conferir de perto a Festa do Milho e do Feijão, no último final de semana, em Vale do Sol – RS, que surgiu a inspiração em comentar a respeito. A priori é preciso parabenizar totalmente a iniciativa, tanto da empresa Souza Cruz por realizar um sorteio entre os municípios daquela Região gaúcha para brindar com a concretização do evento, totalmente aberto para a mostra de valores culturais e folclóricos, quanto do prefeito de Vale do Sol, Nelson Michel, pela obstinação em inserir o nome de seu Município no sorteio. Eis que a chuva cheia de esperanças à agricultura, trouxe-me a lembrança de uma festa similar, ocorrida em Braço do Trombudo – SC. Qualquer semelhança com o nome da cidade seria mera coincidência, não fosse sua população ser de cerca de 12 mil habitantes, colonizada basicamente por descendentes de alemães, com a mesma estradinha cheia de curvas brindada pela bela paisagem camponesa valessolense.
Era noite fria - 2008, um chuvisco gelado e a personagem protagonista representaria uma profissional de saúde pública, com os calçados preferencialmente brancos. 10 minutos antes de entrarmos em cena, com o gramado lotado de amigos, conhecidos e desconhecidos e então convoca-se os atores para a concentração final, ela aparece sorridente, cabelos desajeitados e cheios de sereno, o jaleco encharcado e os tênis brancos... completamente marrons. O impulso desesperado de educador foi maior:
- Não, e olha, como tu vai entrá em cena com esse barro nos tênis?
Aluno sempre tem desculpa para tudo, mas a atriz na hora convenceu.
- Calma, psor, sempre chove em dia de festa, se não chover, não tem festa. Senta ali e curte o glamour do pé maroom!
- Pé marrom?
- É psoor, pé maroom. Quem não tem o pé maroom em dia de festa, não tá na festa! Daí ta por foora! Tem que ter o pé maroom!
* Pedagogo, professor de teatro,
especializando em docência do ensino superior
Porto Alegre – RS
rodrigo_cultura@yahoo.com.br
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